Posts de Julho 31st, 2006

A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA por José Roberto Cavalcante

Julho 31, 2006

http://www.espacoamazonico.com.br/
Vamos conter a devastação da Amazônia, antes que seja tarde demais.

O noticiário tem colocado essa região na ordem do dia, pelo muito que ela representa para o equilíbrio ecológico do planeta que se vê ameaçado pelo homem com o seu terrível e implacável poder de destruição.

No passado a Amazônia era visitada por estudiosos: cientistas, biólogos, evangélicos, católicos, que palmilhavam o seu interior, com boas ou más intenções, mas dentro de um trabalho silencioso e sem agressão ao meio ambiente.

Agora, são os devastadores, na busca insana da riqueza fácil, destruindo árvores colossais e centenárias, com as impiedosas motosserras, ou abrindo clareiras com a destruição pelo fogo, contribuindo grandemente para poluir o meio ambiente.

Mas há outro problema que preocupa muito: é a invasão da Amazônia por madeireiras pertencentes a grupos estrangeiros, que estão comprando imensas áreas, conforme informação apresentada pelo sr. Sérgio Antônio Gonçalves, em pronunciamento na Maçonaria, há alguns anos, com a autoridade de dirigente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no Estado de Roraima.

Disse o dr. Sérgio Antônio Gonçalves:

“Nossa preocupação advém do modelo de desenvolvimento que estas empresas vêm desenvolvendo por onde passam, modelo este de devastação, pois em pouco mais de 25 anos estas empresas devastaram mais de 70% das florestas do Vietnã, Indonésia, Guiana e outros países”.

A jornalista Juliana Sofia, da Equipe do Correio Brasiliense, numa reportagem intitulada “Selo verde para conter a devastação”, declarou, faz algum tempo:

“Fatias da Floresta Amazônica são espalhadas diariamente por várias partes do mundo. Na Comunidade Econômica Européia, nos Estados Unidos e até no Japão se transformam em móveis, lambris, portas e esquadrias.

É a floresta que vem sendo paulatinamente destruída, e isto não tem ocorrido em maior escala porque as restrições comerciais de caráter ecológico têm imposto barreiras a essa destruição, com a instituição do chamado “selo verde”.

O selo, segundo relato da jornalista, servirá para demonstrar que há uma preocupação com a preservação da floresta. Sem essa prova a madeira não será negociada.

Isto, porém, não é suficiente para conter a sanha dos que querem enriquecer a qualquer custo, mesmo que isso implique na destruição de uma riqueza que poderia ser renovada.

A continuar essa situação, sem um plano de efetiva restauração da floresta, seremos, dentro em breve, importadores de madeira, segundo previsões do IBAMA divulgada, faz algum tempo, pela CBN.

A verdade é que cabe ao Governo voltar as suas vistas para a Amazônia, traçando uma efetiva política de ação para a região, sem receio de nela investir.

Como bem declarou o sociólogo Gilberto Freire: “sendo a Amazônia uma região brasileira de interesse nacional, é preciso que seja, cada vez mais, preocupação brasileira. Objeto-sujeito de estudos, de pesquisas, de meditações de brasileiros”.

O aluguel da floresta amazônica

Julho 31, 2006

http://port.pravda.ru/
O Senado aprovou, na quarta-feira 01/02, o chamado Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas, que nada mais é do que a privatização da Amazônia. Ele cede 47% (235 milhões de hectares) de todas as terras da Amazônia para exploração de empresas estrangeiras por 40 anos, renováveis por mais 40.
A senadora Heloísa Helena votou contra o Projeto, e, no seu discurso durante a sessão, expôs argumentos que embasaram sua decisão: “trata-se da gestão privada da floresta pública, cujo gestor privado terá apenas ganhos.
Como não terá sequer despesa da compra da terra, ele simplesmente passará a administrar o rendimento da exploração da terra. E quem sabe o que vai acontecer daqui a dez, vinte, trinta, quarenta, oitenta anos? A legislação é alterada, e se entrega a terra vazia. A terra vazia é o que pode ser simplesmente entregue para as futuras gerações.
O debate, neste caso, está diretamente relacionado à concepção do brasileiro, à concepção de gestão pública ou de gestão privada de terras públicas, à flexibilização da legislação, o que pode, de fato, acontecer em relação à nossa querida Amazônia”.
O ambientalista do PSOL/DF, Múcio Nobre, exibiu, da galeria do plenário, uma faixa em que estava escrito: “Não à privatização das florestas” e protestou dizendo que o projeto era uma verdadeira exploração criminosa das nossas florestas. Ele foi retirado à força da galeria pelos seguranças da Casa.

PSOL